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Serverless: o custo oculto que as empresas descobrem tarde demais

Serverless promete zero custo de infraestrutura ociosa. Na prática, workloads errados em serverless custam 10x mais do que em alternativas gerenciadas. Entenda quando usar e quando evitar.

rune.dev·FinOps & Infraestrutura
18 de janeiro de 20268 min de leitura

A promessa do serverless

Serverless (AWS Lambda, Google Cloud Functions, Azure Functions) resolve um problema real: você não paga por capacidade ociosa. O workload escala automaticamente de zero para qualquer pico sem provisioning manual. Para workloads intermitentes, a economia é real e significativa.

Quando serverless se torna caro

  • Workloads de alta frequência — funções que executam milhões de vezes por dia têm custo por invocação que supera instâncias de longa duração.
  • Funções com alto tempo de execução — Lambda cobra por GB-segundo. Funções que rodam por 5-10 minutos têm custo proporcional.
  • Cold starts em funções críticas — a latência de cold start pode ser mitigada com "Provisioned Concurrency" — que elimina o benefício de custo zero em idle.
  • Dependências pesadas — packages grandes aumentam o tempo de inicialização e o custo de armazenamento de artefatos.

O modelo de decisão

Serverless é ótimo para: processamento de eventos, webhooks, tarefas de background, APIs com tráfego muito variável. Serverless é subótimo para: APIs com tráfego constante e alto, processamento de longa duração, workloads com estado e funções com latência crítica sem Provisioned Concurrency.

Próximo passo

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