Monolito ou microsserviços: a decisão que o negócio precisa entender
Microsserviços não são sinônimo de modernidade — são uma solução para problemas específicos de escala e autonomia. Entender quando não adotar é tão importante quanto saber implementar.
O mito da modernidade
Microsserviços viraram símbolo de "arquitetura moderna" — mas modernidade não é critério de decisão. O critério correto é: qual a complexidade que o negócio consegue absorver, e qual o problema específico que está sendo resolvido?
Quando microsserviços fazem sentido
- Times múltiplos e autônomos — quando a coordenação entre times no mesmo repositório gera mais atrito do que valor.
- Escalas de carga heterogêneas — partes do sistema precisam escalar de forma independente.
- Necessidade de deploys independentes — domínios com cadências de release radicalmente diferentes.
O custo real de microsserviços prematuros
Distribuição adiciona complexidade em observabilidade, latência de rede, falhas parciais, consistência de dados e onboarding. Times com menos de 20 engenheiros raramente têm a massa crítica para absorver esse overhead.
A decisão estratégica
Comece com um monolito bem modularizado. Extraia serviços quando tiver evidência de que o problema de escala ou autonomia de time justifica o custo. "Strangler Fig" é o caminho que mantém o negócio funcionando durante a transição.
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